O que era para ser um evento de Dia das Mães acabou virando debate político e eleitoral em Alagoas. Durante a festa realizada em Rio Largo, o governador Paulo Dantas perguntou ao público: “Quem gosta de pix aí?”. Logo depois, anunciou a distribuição de 50 pix de R$ 200 para pessoas presentes no evento.

O detalhe que mais chamou atenção veio na sequência: segundo o próprio discurso, o dinheiro seria um “presente” do senador Renan Calheiros e do governador.

A cena rapidamente viralizou e passou a gerar críticas nas redes sociais justamente pelo contexto atual: o ambiente político já vive claramente um período de pré-campanha para 2026.

Juristas e internautas passaram a questionar se a situação pode configurar promoção pessoal com uso da máquina pública, além de possível abuso de poder político ou econômico. Isso porque a legislação eleitoral trata com extremo cuidado ações que misturem benefício direto, exposição pública e associação política em período pré-eleitoral.

E o debate vai muito além dos R$ 10 mil distribuídos. O ponto central é o simbolismo da cena: um governador no palco, diante de uma multidão, estimulando reação popular antes de anunciar dinheiro associado diretamente a figuras políticas que estarão no centro da disputa eleitoral de 2026.

Para críticos, o episódio passa a imagem de uma política transformada em espetáculo. Um verdadeiro “show do pix” em ambiente público, com forte potencial de repercussão eleitoral.

Nas redes sociais, muita gente resumiu a situação em uma pergunta simples: desde quando distribuição de dinheiro em evento político virou ação de governo?

Em tempos de pré-campanha, dinheiro, microfone, plateia e promoção política no mesmo palco inevitavelmente acendem alerta.