O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro comentou, durante entrevista ao comentarista Paulo Figueiredo, as suspeitas envolvendo recursos ligados ao filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro e negou qualquer relação com imóveis apontados em reportagens sobre sua estadia nos Estados Unidos.

Na entrevista, Eduardo afirmou que atualmente vive de “renda passiva” e citou como principal fonte conhecida publicamente o PIX de R$ 2 milhões enviado por Jair Bolsonaro. Segundo ele, o valor foi suficiente para garantir sua permanência no exterior após deixar de receber salário em março de 2025.

“Eu vivo de renda passiva, o que é público e notório. Todo mundo viu, foi o PIX que meu pai fez para mim, 2 milhões de reais”, declarou. O ex-parlamentar também afirmou que não pretende dar explicações públicas sobre seu patrimônio privado, ressaltando que não exerce mais cargo público.

As declarações ocorreram após questionamentos sobre reportagem que relaciona um fundo administrado por aliados de Eduardo Bolsonaro à compra de um imóvel no Texas. A publicação também menciona suspeitas investigadas pela Polícia Federal sobre possíveis recursos ligados ao banqueiro Daniel Vorcaro e ao financiamento do longa-metragem sobre Jair Bolsonaro.

Eduardo negou qualquer vínculo com a residência exibida durante a entrevista e afirmou que sequer mora na cidade mencionada. “Essa casa não é minha, eu não moro nessa casa. Moro de aluguel ainda”, disse.

O ex-deputado também rejeitou rumores de que teria utilizado recursos de fundos ou do mercado financeiro para manter sua vida nos Estados Unidos. “Zero dinheiro de fundo, zero dinheiro de mercado”, afirmou.