A disputa pelas vagas de deputado federal em Alagoas começa a desenhar um cenário cada vez mais competitivo para 2026. Com um quociente eleitoral estimado em cerca de 183 mil votos, baseado na última eleição, partidos médios e grandes já fazem contas para tentar garantir mais de uma cadeira na Câmara Federal.
Nos bastidores, uma das disputas mais observadas é entre PSDB e PSD. Os dois partidos trabalham para conquistar uma segunda vaga federal, movimento que pode mexer diretamente no tabuleiro político e reduzir o espaço de legendas tradicionais como PP e MDB.
Caso PSDB e PSD consigam eleger dois deputados federais cada, o cenário pode deixar o PP limitado a apenas três vagas ou o MDB correndo risco de conquistar somente uma cadeira.
A força do PSDB
Hoje, o PSDB aparece com uma chapa considerada forte digitalmente e politicamente, principalmente pela presença de Marina JHC, que desponta como o principal nome da legenda.
Somente nas redes sociais, Marina soma cerca de 487 mil seguidores, número muito acima dos demais nomes apresentados até agora no cenário proporcional.
Além dela, a chapa tucana reúne nomes conhecidos como:
Kelmann Vieira — 47 mil seguidores
Chico Filho — 37,2 mil
Eduardo Canuto — 23,8 mil
Gilvan Barros — 10,5 mil
Gustavo Lima — 5,9 mil
Nos bastidores, analistas políticos avaliam que Marina JHC pode exercer papel de grande puxadora de votos, fortalecendo a possibilidade do partido alcançar o quociente e disputar uma segunda cadeira.
O cenário do PSD
Já o PSD aposta em uma chapa mais pulverizada, com nomes distribuídos em diferentes regiões e segmentos políticos.
Entre os destaques aparecem:
Rui Palmeira — 105 mil seguidores
Júlio César — 75,2 mil
Davi Maia — 35,9 mil
Thaís Canuto — 23 mil
Luciano Amaral — 21,1 mil
Samira do Basto — 18,4 mil
Rute Nezinho — 7,9 mil
Luciano Amaral, inclusive, já é deputado federal e obteve mais de 100 mil votos na última eleição. Apesar do número mais baixo de seguidores nas redes sociais, ele é visto como o principal puxador de votos da chapa do PSD.
As redes sociais influenciam, mas há candidatos apostando em outros caminhos.
Apesar do crescimento do peso digital nas campanhas, lideranças políticas entendem que seguidores não significam votos automaticamente. Estrutura política, alianças regionais, tempo de televisão, presença no interior e capacidade de mobilização continuam sendo fatores decisivos.
Contudo, o cenário atual mostra que PSDB e PSD entram na disputa pela segunda vaga federal com chapas competitivas e potencial para alterar completamente a divisão de forças na bancada alagoana em Brasília.
A corrida começou e as filiações estão definidas. Agora, qualquer erro de montagem de chapa pode custar uma cadeira em 2026.