A disputa pelas 9 vagas de deputado federal por Alagoas em 2026 começa a ganhar contornos mais claros nos bastidores da política estadual. Com os principais grupos já organizando suas chapas, o cenário atual aponta partidos mais competitivos e nomes que largam na frente na corrida por Brasília.
Entre as chapas consideradas mais fortes até aqui aparecem PSD, MDB, PSDB e a federação PP/União Brasil, que devem concentrar a maior parte da disputa proporcional.
No PSD, a expectativa é de uma chapa capaz de eleger entre 1 e 2 deputados federais. O principal puxador de votos é Luciano Amaral, enquanto a segunda vaga entra em disputa direta entre Davi Maia, Samyra do Basto e Rui Palmeira. Nos bastidores, o partido é visto como uma chapa competitiva justamente pelo volume de nomes brigando pela segunda cadeira.
Já o MDB deve ter Isnaldo Bulhões como principal puxador de votos. Caso a legenda alcance uma segunda cadeira, Rafael Brito aparece hoje como principal nome da disputa interna. Apesar da força política do partido, lideranças avaliam que o MDB enfrenta dificuldades por possuir poucos nomes competitivos disputando votos de forma real na chapa.
O PSDB aparece como uma das chapas mais atrativas da disputa proporcional. Marina JHC deve ser uma das candidatas mais votadas da eleição e surge como principal puxadora de votos da legenda. Na disputa pela segunda vaga aparecem Kelmann, Gilvan Barros e Gustavo Lima. Além dos nomes que brigam diretamente pela cadeira, a avaliação é de que a chapa foi bem encorpada e ainda pode apresentar surpresas ao longo da campanha.
Na federação PP/União Brasil, o cenário é de disputa intensa. A chapa é vista hoje como a mais pesada da eleição e pode conquistar entre 3 e 4 vagas federais. Álvaro Lira aparece como principal puxador de votos, carregando também a densidade política do grupo liderado por Arthur Lira. Outros nomes fortes da federação são Marx Beltrão, Daniel Barbosa, Fábio Costa e Nivaldo Albuquerque.
A expectativa é de uma corrida extremamente competitiva dentro da própria federação, com nomes de forte presença regional, estrutura política consolidada e alta capacidade eleitoral.
Enquanto isso, partidos como PL, Solidariedade e a federação PT/PV/PCdoB ainda tentam entender se terão tamanho eleitoral suficiente para entrar na disputa por uma cadeira federal.
Com a janela partidária fechada, os partidos agora trabalham internamente a montagem final das chapas e a organização dos nomes que já estão filiados.