A visita de Flávio Bolsonaro a Donald Trump ganhou um ingrediente inesperado. Pouco tempo depois do encontro, o presidente americano anunciou uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros, medida que gerou preocupação no setor produtivo e abriu espaço para uma enxurrada de críticas nas redes sociais.
O episódio acontece em meio a outro desgaste para o bolsonarismo nos Estados Unidos, após declarações e articulações que levaram autoridades americanas a relacionarem o PCC e o Comando Vermelho a organizações terroristas, tema que também repercutiu no debate político brasileiro.
Nas redes, o apelido “Tariflávio” viralizou. Para adversários, a imagem é difícil de ignorar: o senador visita Trump e, logo depois, o Brasil recebe uma tarifa de 25%.
Claro, ninguém está dizendo que uma coisa causou a outra.
Mas convenhamos: se a missão era fortalecer a relação com os Estados Unidos, o resultado prático até agora foi ver o Brasil sair da foto com uma tarifa no colo.
Em política, às vezes o problema não é o fato. É a sequência dos fatos.