O BRICS, bloco composto pelos países Brasil, Rússia, índia, China e África do Sul, deu novos passos para a implementação do ‘BRICS Pay’, uma plataforma de pagamentos digitais que promete alterar o funcionamento do comércio internacional. A iniciativa busca reduzir a dependência do dólar em transações globais, ao mesmo tempo em que fortalece a integração econômica entre os países do bloco.
O sistema será operado pelo Decentralized Cross-Border Messaging System (DCMS), capaz de processar até 20 mil mensagens por segundo com alto nível de segurança. A proposta é interligar ferramentas já existentes, como o Pix (Brasil), o SBP (Rússia), o UPI (Índia), o IBPS (China) e o PayShap (África do Sul), criando um ecossistema financeiro alternativo ao modelo atual.
Além de diminuir a vulnerabilidade dos países às oscilações do dólar, o BRICS Pay é visto como um instrumento para dar maior estabilidade ao comércio global. No caso do Brasil, alguns especialistas apontam que a iniciativa pode abrir espaço para novos mercados, reduzir custos operacionais e ampliar a competitividade das empresas nacionais.
Projeções indicam que, até 2030, o BRICS Pay poderá movimentar centenas de bilhões de dólares por ano, disputando espaço diretamente com o sistema financeiro internacional SWIFT. Analistas avaliam a iniciativa como um passo estratégico do bloco na construção de uma ordem financeira multipolar.
