O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), votou nesta quarta-feira (10) para absolver Jair Bolsonaro e outros sete réus da acusação de organização criminosa no processo sobre a tentativa de golpe de Estado. Para ele, a Procuradoria-Geral da República (PGR) não conseguiu comprovar o crime nem apontar o uso de arma de fogo pelos acusados. O ministro destacou ainda que cada acusado deve responder apenas pelo que fez, e não por atos de terceiros.
Fux divergiu dos votos já apresentados pelos ministros Alexandre de Moraes e Flávio Dino, optando por avaliar cada crime de forma separada. No caso do deputado Alexandre Ramagem (PL-RJ), ele votou pela suspensão total do processo.
Mais cedo, ao analisar as questões preliminares, Fux chegou a a defender a anulação de todo o caso, alegando que o julgamento não deveria ocorrer no STF, já que parte dos réus não tem foro privilegiado.
O grupo responde a cinco crimes: tentativa de golpe de Estado, abolição violenta do Estado democrático de direito, organização criminosa, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado. Entre os réus estão os ex-ministros Braga Netto, Paulo Sérgio Nogueira, Anderson Torres e Augusto Heleno, além do ex-comandante da Marinha Almir Garnier, o ex-ajudante de ordens Mauro Cid e o deputado Alexandre Ramagem
