A Câmara dos Deputados derrubou a Medida Provisória 1303/2025, que previa a taxação de bilionários, bancos e casas de apostas. A proposta buscava ampliar a arrecadação do país, com estimativa de até R$ 17 bilhões por ano, e aliviar a carga sobre trabalhadores e pequenas empresas.

A retirada da MP da pauta, aprovada por 251 votos a 193, fez o texto perder a validade. Com isso, os grandes lucros seguem isentos e o governo terá de bloquear parte das despesas de 2025, inclusive emendas parlamentares.

Em Alagoas, a votação dividiu a bancada. Votaram contra a taxação: Alfredo Gaspar (União), Delegado Fábio Costa (PP) e Marx Beltrão (PP)

Votaram a favor da taxação: Isnaldo Bulhões (MDB), Luciano Amaral (PSD), Paulão (PT) e Rafael Brito (MDB). 

Arthur Lira (PP) e Daniel Barbosa (PP) não votaram.

A medida atingiria principalmente os rendimentos de aplicações financeiras e as apostas online, setores que movimentam bilhões e pagam proporcionalmente menos impostos que trabalhadores e empreendedores.

Com a decisão, o país deixa de arrecadar recursos que poderiam reforçar investimentos em áreas essenciais, como saúde, educação e programas sociais.

Em Alagoas, o resultado expõe o contraste entre o discurso de justiça fiscal e a prática no Congresso.