Há certas ironias que o tempo se encarrega de expor.
O deputado Fábio Costa, que tanto se apresentou como patriota, defensor dos valores nacionais, o homem da bandeira no peito e do discurso inflamado sobre amor ao Brasil, votou para livrar Eduardo Bolsonaro, que se licenciou desde março de 2025 e vive há mais de sete meses nos Estados Unidos.
Lá fora, Eduardo não representa o país. Dedica-se a estreitar laços com Donald Trump e a apoiar políticas que impõem tarifas de até 50% sobre produtos brasileiros, um gesto que atinge diretamente a nossa economia.
Ainda assim, o Congresso segue pagando a conta.
De abril a setembro de 2025, o gabinete de Eduardo Bolsonaro custou R$ 794.394,48, segundo dados oficiais da Câmara dos Deputados.
Quase oitocentos mil reais para manter a estrutura de um deputado que atua, na prática, longe do mandato e longe do Brasil.
Fábio Costa, o patriota, achou por bem votar pela absolvição.
É curioso como o patriotismo costuma ser ruidoso na campanha, mas silencioso quando é preciso defendê-lo de verdade.
