A troca entre o prefeito JHC e o vice-governador Ronaldo Lessa sobre a roda gigante parecia só mais uma brincadeira nas redes. Até deixar de ser. Porque um provocou, o outro respondeu e, no fim, o prefeito aceitou o desafio.
JHC puxou uma ligação em que Lessa questionava a instalação da roda gigante na Pajuçara. Foi uma cutucada calculada, dessas que rendem engajamento sem abrir conflito direto. E rendeu. Até Lessa devolver.
O vice-governador fez a mea culpa. Admitiu que a roda gigante valorizou a região e até o apartamento onde mora. Ponto para o prefeito, mas só isso.
Lessa mudou o eixo da conversa. Disse que sobe na roda gigante, claro, mas no dia em que JHC anunciar um concurso público da prefeitura. A brincadeira virou cobrança.
E veio o fato novo: o prefeito aceitou o desafio.
É aqui que a história muda de tom. A partir dessa resposta, o debate deixou de girar em torno da roda gigante e passou a girar em torno do que realmente pesa para a população: concurso, serviço funcionando, entrega concreta. Sem efeito especial.
E é justamente esse tipo de movimento que explica por que Ronaldo Lessa continua relevante. Ele não desperdiça energia em guerra de narrativa nem se prende à disputa de bandeira. Mira no que produz impacto. É pragmático, experiente e tem o hábito de tirar conversas da espuma para levar ao que importa.
Por isso sua presença ainda pesa. Ele transita entre grupos, atravessa gestões e empurra a agenda para o terreno onde há resultado, não só barulho. Enquanto muita gente corre atrás da provocação mais quente, Lessa prefere a cobrança que entrega.
E aqui foi exatamente isso: JHC provocou, Lessa reposicionou.O prefeito aceitou.
Se o concurso sair do discurso e virar anúncio, não tem vencedor individual nessa história.
Quem ganha é o povo alagoano.
