O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) reagiu nesta quinta-feira (13), às críticas de aliados da direita e afirmou que é “perseguido” pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). As declarações foram feitas após ele ser alvo de críticas tanto do governador de Mato Grosso, Mauro Mendes (União Brasil), quanto do governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo).

Zema havia dito que Eduardo “não foi muito feliz” em suas declarações feitas nos Estados Unidos, enquanto Mendes afirmou que o deputado estaria “enlouquecendo” e “beneficiando Lula” ao permanecer fora do país.

Em resposta, Eduardo rebateu: “Eu não sou o camisa 10 do Lula, sou perseguido por ele. Não me confundo com ele. De um lado estou eu, apoiando Israel e a civilidade; do outro está ele, apoiando o Hamas”.

O deputado também contestou a avaliação de que sua atuação favoreceria o presidente. “Se eu realmente estivesse ajudando o Lula, como disseram, eu não estaria sendo perseguido e impossibilitado de voltar ao meu país. Todos sabem que, se eu voltar, vou ser preso. Isso prova que não estou beneficiando o Lula.”

Eduardo lamentou ainda o racha entre aliados. “É triste ver a direita se atacando desse jeito”, afirmou.

As declarações ocorrem em meio a um momento de tensão e disputa por protagonismo dentro da própria direita, que se articula de olho nas eleições de 2026.