O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) disse nesta terça-feira (2) que pediu desculpas a Michelle Bolsonaro após a crise aberta entre a ex-primeira-dama e seus enteados por causa da aliança do PL com Ciro Gomes (PSDB-CE). Segundo ele, o desgaste já foi superado. “Falei para ele [Jair Bolsonaro] que já me resolvi com a Michelle, que pedi desculpas a ela e ela também. A gente vai ter uma reunião hoje no PL pra gente criar uma rotina de tomar as decisões em conjunto”, afirmou após visitar o pai, preso na Superintendência da Polícia Federal desde o dia (22).
Flávio disse que o episódio servirá de lição: “Gosto de ver pelo lado bom e o lado bom é que isso não vai se repetir, a gente vai tomar decisões muito mais conscientes”. Ele negou qualquer atrito com a madrasta e destacou que ela “virou uma referência no país inteiro, uma mulher respeitada, que tem um papel muito importante nesse momento”.
“A gente vai tá junto, não adianta querer me separar. Divergências fazem parte. A gente vai sentar, conversar e realinhar”, declarou.
A crise começou após Michelle criticar a aliança com Ciro. “Adoro o André [Fernandes], passei em todos os estados falando sobre o orgulho que tenho dele, do Nikolas [Ferreira], do Carmelo [Neto], da esposa dele que foi eleita, tenho orgulho de vocês, mas fazer aliança com um homem que é contra o maior líder da direita? Isso não dá!”, disse, citando ataques feitos por Ciro a Jair Bolsonaro.
As declarações irritaram os enteados. Flávio respondeu dizendo que Michelle “atropelou” Bolsonaro e que sua fala foi “autoritária e constrangedora”. Já Eduardo Bolsonaro, que está nos Estados Unidos desde março, classificou o episódio como “injusto” e “desrespeitoso” e afirmou que o apoio a Ciro foi uma “posição definida” pelo pai.
