O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que o caso do Banco Master pode ser “a maior fraude bancária da história do Brasil”. Segundo ele, a situação exige cautela, mas também firmeza. “Temos que garantir o direito de defesa, mas ao mesmo tempo ser firmes”, disse.

O Banco Central liquidou o Banco Master em novembro por causa de uma “grave crise de liquidez”. Com isso, o Fundo Garantidor de Crédito (FGC) vai ressarcir cerca de 1,6 milhão de clientes, somando aproximadamente R$ 41 bilhões, na maior operação desse tipo já registrada no país.

Haddad explicou que o tema é de interesse público porque o FGC também é financiado por bancos públicos. “Banco do Brasil e Caixa respondem por um terço da capitalização do fundo. Por isso, envolve recursos públicos”, afirmou.

O ministro também saiu em defesa do Banco Central, que é investigado pelo TCU. “Toda transparência pode ajudar. Estou seguro do trabalho feito pelo Galípolo e sua equipe. O trabalho do BC é tecnicamente robusto”, declarou.

Segundo Haddad, a transparência será fundamental para esclarecer o caso. “Se a intenção for boa, a transparência vai ajudar”, concluiu.