A eleição para o Senado em Alagoas em 2026 segue completamente em aberto, segundo pesquisa do instituto TDL Pesquisa & Marketing. O levantamento revela um quadro marcado por equilíbrio entre os principais nomes, alto índice de eleitores indecisos e ausência de favoritos consolidados, indicando que a definição das duas vagas deve ocorrer apenas na reta final da campanha.

Em todos os cenários testados, o percentual de eleitores indecisos varia entre 26% e 29%, liderando ou se mantendo acima de qualquer candidatura individual. O dado evidencia que, apesar da presença de políticos amplamente conhecidos e com forte estrutura partidária, o eleitorado ainda não cristalizou sua escolha para a eleição ao Senado.

Nos cenários mais amplos da pesquisa, Renan Calheiros (MDB) aparece com percentuais que variam entre 22,9% e 26,8%, mantendo desempenho estável em todos os recortes. Arthur Lira (PP) surge com índices entre 18,8% e 22,4%, enquanto Alfredo Gaspar (União Brasil) registra percentuais entre 21,6% e 24,3%. As diferenças entre os três permanecem dentro da margem de erro, o que impede a consolidação de uma liderança isolada.

A eventual entrada do prefeito de Maceió, JHC (PL), altera a dinâmica da disputa, mas não rompe o equilíbrio do cenário. Quando testado, JHC aparece com índices entre 22,7% e 25,5%, figurando entre os primeiros colocados, mas sem reduzir de forma significativa o contingente de indecisos.

No mesmo campo político, a pesquisa também testa o nome de Marina JHC, que surge com 19% das intenções de voto em um dos cenários.

Outro nome que aparece é o de Davi Davino Filho (Republicanos), que registra percentuais entre 12,8% e 19%, dependendo do cenário analisado. Os números indicam margem de crescimento para o candidato, sobretudo em um contexto de indefinição elevada e disputa pelo segundo voto do eleitor.

O ex-governador Ronaldo Lessa (PDT) também figura nos cenários testados, com índices entre 11,9% e 14,1%, compondo o quadro de candidaturas com densidade política e histórico eleitoral, o que reforça a fragmentação do voto.

O governador Paulo Dantas (MDB) ocupa posição estratégica no levantamento. Quando incluído nos cenários ao Senado, aparece com percentuais entre 11,5% e 17,7%, desempenho que não deve ser analisado isoladamente. Bem avaliado na administração estadual, Paulo Dantas surge como figura central na articulação do campo governista.

Os números indicam que a disputa pelo Senado em Alagoas será fortemente influenciada por arranjos partidários, alianças regionais, palanques majoritários e pela capacidade de cada candidatura de se apresentar como opção viável tanto para o primeiro quanto para o segundo voto do eleitor. Em um cenário com dois votos por eleitor e alto índice de indecisão, a estratégia tende a ser tão relevante quanto a força individual de cada nome.

Com um eleitorado ainda em fase de observação e um tabuleiro político em constante rearranjo, a pesquisa aponta que nenhuma vaga está garantida e que a corrida ao Senado em Alagoas permanece aberta, com espaço real para crescimento de candidaturas que consigam se posicionar estrategicamente nos próximos meses.

A pesquisa foi registrada no TRE-AL sob o nº AL-03974/2026, realizada entre 23 e 25 de janeiro de 2026, com 1.200 entrevistas presenciais e margem de erro de ±3 pontos percentuais.