O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que as investigações sobre o rombo provocado pelo Banco Master na economia brasileira serão levadas “até as últimas consequências”, independentemente de envolvimento de partidos políticos, governadores, parlamentares ou empresários. Segundo Lula, o objetivo é responsabilizar os responsáveis e evitar que casos semelhantes se repitam no país.

“Eu não sei que partido político está envolvido nisso, eu não sei que presidente de partido está envolvido, eu não sei que governador está envolvido. O dado concreto é que nós vamos investigar até as últimas consequências para ver se a gente tira desse rombo que um banco deu na economia brasileira, para que nunca mais isso se repita”, declarou. 

O presidente afirmou ainda que pretende expor quem chamou de “magnatas” que, segundo ele, costumam influenciar o debate público por meio da imprensa. “Mostrar ao povo quem são os magnatas, que muitas vezes ficam pintando na imprensa, dando palpite sobre as coisas do governo”, disse.

Lula revelou também que compartilhou informações do caso com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, envolvendo suspeitas de crime organizado e lavagem de dinheiro. “Eu falei para o Trump: você está disposto a acompanhar o crime organizado? Mandei o material preparado pela Receita Federal, pelo Ministério da Fazenda e pela Polícia Federal”, afirmou.De acordo com o presidente, o material inclui dados sobre empresas, cinco navios retidos no Brasil e cerca de 250 milhões de litros de gasolina, além de informações sobre pessoas que residiriam em Miami. “Mandei fotografia da casa e endereço. Se quiser combater o crime organizado, pode começar a me entregar esses”, disse.

Lula informou ainda que, em eventual viagem aos Estados Unidos, pretende levar integrantes do alto escalão do governo e das instituições de controle. “Quero levar o ministro da Justiça, o diretor-geral da Polícia Federal, o secretário-geral da Receita Federal e o procurador-geral da República”, afirmou, acrescentando que o Brasil está “na linha de frente” do combate ao crime organizado e ao narcotráfico.