O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, por meio do Ministério das Relações Exteriores, manifestou “profunda preocupação” com a escalada de hostilidades na região do Golfo após ataques envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã.
Em nota oficial, o Brasil afirmou que a situação representa “grave ameaça à paz e à segurança internacionais, com potenciais impactos humanitários e econômicos de amplo alcance”. O governo fez apelo pela interrupção de ações militares ofensivas e condenou medidas que violem a soberania de terceiros Estados ou ampliem o conflito, incluindo ataques retaliatórios e ações contra áreas civis.
O Itamaraty recordou que a legítima defesa, prevista no artigo 51 da Carta da ONU, é medida excepcional e deve observar critérios de proporcionalidade. O Brasil também se solidarizou com países como Arábia Saudita, Bahrein, Catar, Emirados Árabes Unidos, Iraque, Kuwait e Jordânia, que teriam sido alvo de ataques retaliatórios do Irã em 28 de fevereiro.
Ao lamentar a perda de vidas civis, o governo brasileiro expressou solidariedade às famílias das vítimas e reforçou a obrigação dos Estados de proteger civis conforme o Direito Internacional Humanitário. Por fim, destacou que o diálogo e a negociação diplomática são “o único caminho viável” para a superação das divergências, atribuindo às Nações Unidas papel central na prevenção e resolução de conflitos.
